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FILOPARANAVAÍ

sábado, 11 de novembro de 2017

A FILOSOFA JUDITH BUTLER E A EXPOSIÇÃO DA IGNORÂNCIA DE GRUPOS RELIGIOSOS "FACISTAS"




Grupos ultraconservadores, carregados de moralismo sexual religioso e defensores da família nuclear patriarcal e heterossexista, ligados ora à Igreja Católica, ora às igrejas de tendências protestantes, neopentecostais e outras, disseminam nas redes sociais e entre os fiéis dessas denominações, ideias de que exista uma chamada "IDEOLOGIA DE GÊNERO" que, para eles, seria a apologia a aberrações como pedofilia, zoofilia, destruição da família, e outros besteróis que saem das bocas e das mentes dessa gente de intelecto muito curto, de pouco estudo, e ainda de uma cultura medieval. 

A inimiga deles já foi eleita! É a grande e renomada internacionalmente, filosofa Judith Butler. A filosofa é a maior referência que temos hoje na luta contra o machismo, contra a homo-lesbo-transfobia. Na verdade, como a própria filosofa já falou em algum momento, essas pessoas têm horror às mudanças, ficaram paradas no tempo e que tempo... no Medieval, eu concluo.



Os componentes desses grupos chegaram a interferir nas votações legislativas sobre o Plano Nacional de Educação, Federal e nos Estaduais e Municipais. Não possuem o mínimo de argumentos acadêmicos. Fazem um discurso carregado de medievalismo, portanto, moralista; carregado de crenças-fanatismos e quando não, atacam fisicamente as pessoas como aconteceu esta semana em um aeroporto de São Paulo, por onde transitava a filosofa Butler. Infelizmente o Congresso, as Assembleias Estaduais e as Câmaras de Vereadores, que nada ou pouco entendem de educação, cederam por interesses políticos, a essa gente abestalhada.

Se existe realmente uma "ideologia de gênero",  é aquela que construiu ao longo do tempo a hierarquização de gênero que bem conhecemos e que é fonte de toda a violência sofrida pelas mulheres e pessoas trans e homossexuais nos dias atuais. 

Sou da ideia ainda de que esse conceito "Ideologia de Gênero" tenha sido adotado de algum "dicionário" medieval contra quem quer que se colocasse, naquele período de trevas, à cultura sanguinária católica que levou milhões de homens e mulheres à morte por se oporem às suas verdades!

Se em algum momento foi ensinado "ideologia de gênero" na escola, podemos afirmar que foi algo sempre presente e contra o qual devemos lutar: sempre aprendemos nos bancos escolares uma cultura machista, patriarcal, e misóginica. 

É contra isto que Butler se coloca. Ninguém pode ensinar alguém a ser homem ou mulher, hetero ou gay, até porque isto é impossível. Devemos lutar sim por uma sociedade que permita a liberdade da autoconstrução e a existência das diferenças, promovidas de forma justa e equitativa.


ASSISTA AO EVENTO DE 06 DE NOVEMBRO DE 2017: Em evento organizado pela Unifesp, o Instituto de Cultura Árabe e a editora Boitempo, Judith Butler realiza o lançamento do seu novo livro CAMINHOS DIVERGENTES. AVANCE O VÍDEO PARA 5 MINUTOS E 30 SEGUNDOS.



APROVEITE A SEGUINTE CONFERENCIA PARA COMPREENDER UM POUCO MAIS: Preconceito contra minorias, feminismo, homofobia. O que temos a ver com isso? Qual a diferença entre sexo, sexualidade, gênero e identidade de gênero? Há quanto tempo a sociedade discute estes conceitos? O quanto avançamos? O que ser normal? Palestrante: Judith Butler | Mediação: Vladimir Safatle

 





Um pequeno guia ao pensamento, 
aos conceitos e à obra de Judith Butler:  
Aliás, a TV brasileira produz muito pouca coisa boa. Mas uma dessas coisas, é o programa que selecionei do "Casos de Família", da Rede SBT de Televisão. No programa, temos uma definição clara, a partir de sujeitos trans, daquilo que é a transexualidade. Diferenciação perfeita sobre ser transgênero e orientação sexual. Ter direito a ser diferente! Só disso que a humanidade precisa! Mais conhecimento, menos preconceito e discriminação! Mais amor!


Filoparanavaí

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